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Boletim Diagnóstico de Bertioga

Conheça a síntese do Diagnóstico Urbano Socioambiental Participativo de Bertioga realizado pelo Instituto Pólis. Os principais pontos do diagnóstico foram sintetizados no boletim Diagnóstico de Bertioga. Além dessa versão eletrônica, o boletim impresso será distribuído na Oficina Devolutiva, realizada nesta segunda-feira.

Download do Boletim Bertioga em PDF

2 respostas para Boletim Diagnóstico de Bertioga

  1. Erminio disse:

    Participei hoje, da apresentação do diagnóstico.
    Quando da oficina para colher subsídio para este diagnóstico a sociedade organizada de Bertioga não se fez presente, o que motivou um diagnóstico ( a meu ver) distorcido da realidade. Houve predominância da política dos ” sem “, não que não seja importante suas opiniões, mas que não traduzem nossa realidade social. Os conselhos municipais não gozam de nenhum privilégio como foi colocado no diagnóstico, tem poucas, mas tem conquistas socias, uma delas a Casa dos Conselhos. E o poder executivo não controla, embora tente controlar os conselhos. Eles tem sido independentes ( não todos) e cobrado a aplicação das políticas públicas. O que falta aos conselhos é formação continuada para os conselheiros, pois a maioria não sabe a importância de seu papel. Gostaria de ter usado a palavra na oficina, mas devido ao tempo, não pude fazê-lo, para externar minha discordãncia quando anunciaram que os movimentos dos ” sem” não são convidados para nada, pois não há no município quem seja mais atuante que a Dona Lucia e nós da Boracéia Viva, participando de toda convocação, seja audiência públicas, Seminários ou qualquer outro evento que necessite a participação da sociedade cívil e em todos estes movimentos quase que como rotina, não encontramos outros representantes de nenhum outro movimento com exceção da Pro Urbe Bertioga. Gostaria de acrescentar a necessidade de inclusão da revisão de nosso plano diretor que já teve seu prazo espirado e não há nenhum movimento para retomá-lo. Pretendemos, como conselhos municipais, após as eleições, exigirmos a revisão do mesmo.
    Obrigado

    • Geraldo Varjabedian disse:

      Ermínio,

      Estivemos nas mesmas reuniões?
      Porque participei da inicial e havia pessoas de todos os segmentos da sociedade, inclusive, estudantes, moradores antigos, envolvidos e não envolvidos com a política, o pessoal do SESC, conselheiros, empreendedores, ambientalistas, ONGs , Agenda 21 e esses que, de forma subreptícia , você trata por “sem”.

      O primeiro evento surpreendeu a todos em participação, tanto que a equipe do Pólis parabenizou aos cidadãos presentes naquele momento, dizendo que, raramente, haviam presenciado participação tão intensa em eventos do gênero. Creio que podemos concordar que na primeira reunião, quem esteve presente, disse o que veio dizer… Então, onde está a distorção?

      Ontem, apesar de haver menos pessoas que se esperava, muitos falaram, desabafaram, consideraram, alguns deliraram e até sofismaram, o que é parte do teatro democrático… Não entendo por que você não falou. Talvez, tenha demorado em se inscrever. Porque, certamente, não foi por constrangimento, como costuma acontecer aos cidadãos “sem”…Eu mesmo me inscrevi pela segunda vez , certo de que todos que queriam, haviam falado… Sinto que não tenha feito suas colocações, uma vez que, em minha avaliação, poderia ter sido uma contribuição mais útil e, certamente, mais lúcida que várias ali colocadas. Teria poupado a alguns do ridículo!

      De todo modo, nos dois encontros houve nítido esforço da equipe do Pólis para ouvir a todos. O interesse maior na precisão do conteúdo é deles.Este é o trabalho deles que, aliás, suprem um vazio imenso de nossa Bertioga, incapaz de se organizar em torno do tema por razões óbvias…Bastaria alguma sensibilidade para sacar que deixaram de expor muito do que prepararam para dar espaço ao debate democrático real, esse que inclui, veja só, a todos os moradores da cidade, igualmente, meu caro!

      Gostaria de uma explanação esclarecedora sobre sua afirmação: “Houve predominância da política dos ” sem “, não que não seja importante suas opiniões, mas que não traduzem nossa realidade social.”… Porque, sendo muito polido e contido, prefiro entender que não traduzem a SUA visão de realidade, uma vez que os “sem” são a maioria de moradores, pessoas simples, de linguagem limitada, mas principais atores do processo de sustentabilidade e inclusão social. Essas são as diretrizes do projeto, está lembrado? – Desenvolvimento COM INCLUSÃO SOCIAL…

      Até então, o que me parece é que “sem” são os que se recusam a assimilar a linguagem da sustentabilidade e continuam perseguindo hierarquias, poderes, postos, status, influências e egos, em detrimento dos anseios coletivos. Então, caro, se prefere permanecer alinhado à elite míope, de frente para o mar e de costas para a sociedade, e colaborar com o apartheid velado promovido em nossa cidade, pergunto: por que posa de democrata e atua em tantos Conselhos que, por si só, deveriam ser, democraticamente, instâncias de reivindicação dos anseios desses “sem” ?

      Não posso dizer que seja seu caso, mas os Conselheiros chapa-branca, também se mostram atuantes. Atuante, também sou, mas não me promovo nem saio por aí desmerecendo quem não participa do que faço. Atuar, Ermínio, não é questão de quantidade, mas de foco e prioridade. Entendo que nossos gestores também são atuantes, mas em seus próprios interesses e brioches, enquanto questões sociais prementes têm sido deixadas de lado enquanto a participação popular tem sido, sistematicamente, constrangida.

      Nada posso questionar em suas posturas porque, exceto via fórum da Agenda 21, raramente trocamos ideias… Mas com relação à Dona Lúcia, várias vezes a questionei diretamente, ou pelo Orkut, sobre seu senso de realidade porque, caro, é muito doloroso estar com os “sem”, conviver com os “sem”, saber dos problemas cotidianos dos “sem”, e ouvir absurdos tendenciosos, partidários, eleitoreiros, como “nosso sistema de saúde é muito eficiente”, “não há restrição de acesso aos lugares” e coisas do gênero, principalmente, na presença dos que rotineiramente padecem de realidade enquanto os senhores atuam.

      Ainda sobre os Conselhos, deixo uma questão em aberto: – Se Conselhos ou Conselheiros não pretendem promover permeabilidade política e social, se são regidos e conduzidos por ideias higienistas, se partem de uma visão distante da realidade e, sem a menor atenção aos anseios dos “sem”, atuam no que, lutam pelo quê?

      A questão da revisão do PDDS de Bertioga, dentro da lógica dos empata moita, é saber quem vai conduzi-la , para quem será feita, e qual oportunidade está sendo aguardada para tanto. Habitualmente, leis são feitas a reboque dos interesses corporativos. Temo que a população não consiga participar desta revisão porque, sejamos francos, já temos punhos demais no pau dessa bandeira.

      Infelizmente, Ermínio, nossa cidade padece de uma doença chamada turismo(?) de segundas residências, um mal sem função social que tem por sintomas, a promiscuidade público-privada, alto grau de aliciamento , completa falta de transparência, constrangimento generalizado, censura à mídia, cerceamento, especulação e demais traumas derivados da intensa cobiça que desperta a receita deixada aqui, sem questionamentos, pelos contribuintes não residentes. Diante disto, o controle de todas as inciativas institucionais é a razão de ser dos políticos e gangsteres locais.

      Não é extraordinário que tenhamos tamanha receita, tamanho crescimento populacional e, além de constrangidos em vários âmbitos, os “sem” sejam privados de infraestrutura básica de qualidade e excluídos das principais decisões do Município?

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