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Feiras de economia solidária crescem na Baixada Santista

Feira-Cub-AleSouza-PMCEm tempos de crise econômica, crescem na região as feiras de economia solidária, que agregam produtores agrícolas, convencionais ou orgânicos, grupos culturais e pequenos empreendedores gastronômicos. Algumas dessas feiras já existiam na região da Baixada Santista e ganharam corpo nos últimos meses.

Entram na lista das feirinhas, como são conhecidas, a Feira Criativa de Cubatão – a mais nova delas, e a Feira de Orgânicos de Santos, que completou  cinco anos de sucesso, em setembro, e tem cinco edições mensais pela cidade.

“Quando fizemos o chamamento para a feira, pedimos aos interessados que respondessem um questionário e praticamente 100% dos participantes responderam que estavam ali para driblar a crise econômica”

Criada este ano, a Feira Criativa de Cubatão chegou  à sua quarta edição no mês de setembro. A feira é realizada no Jardim Casqueiro, um dos principais bairros residenciais do município. São cerca de 30 expositores de produtos e outros 12 pequenos negócios de gastronomia. “Quando fizemos o chamamento para a feira, pedimos aos interessados que respondessem um questionário e praticamente 100% dos participantes responderam que estavam ali para driblar a crise econômica”, relata Juliana Clabunde, diretora da Secretaria de Cultura de Cubatão, que organiza a Feira Criativa local.

Feira-Cub-Ale-Souza-PMC“No começo, fizemos a feira apenas com produtos artesanais e não tivemos um grande público. Percebemos que era melhor incluir outros atrativos, como o gastronômico, com os food trucks, as bicicletas gourmets. Isso impulsiona o público”, revela Juliana.

A gestão da Feira Criativa é compartilhada por meio da Rede pela Diversidade Cultural, coletivo que une agentes públicos, privados e grupos artísticos. Em 25 de setembro, o II Encontro de Culturas Populares reuniu como atração extra 23 grupos da região e de outros estados, como o Nação de Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu, de Pernambuco.

“A feira criativa só cresce. Mas o desemprego faz com que outras iniciativas que já tínhamos, como a feira de arte e artesanato do Novo Anilinas (parque municipal) também tenha sido, por parte dos expositores, triplicada neste ano”, contabiliza Juliana.

Guarujá
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Em Guarujá, a Feira de Economia Solidária do Produtor Local já virou tradição às segundas-feiras na Praça 14 Bis, no distrito de Vicente de Carvalho. Cerca de 300 pessoas vivem a partir de iniciativas geradoras de renda solidária, de acordo com a prefeitura.

Lavanderia, barraca de bolos, doces e salgados, caminhão do peixe, de dicas de alimentação saudável e produtores da agricultura familiar ocupam a principal praça da Cidade e são sucesso de público.

“Temos, hoje, um grupo de 300 pessoas em iniciativas de geração de renda. Elas estão em diferentes níveis de inserção na economia solidária”, afirma Ricardo Louzada, diretor de Desenvolvimento da Economia Solidária Pesca e Agricultura da Prefeitura de Guarujá.

Segundo Louzada, as feiras são uma alternativa para aquelas pessoas que não tem acesso ao mercado formal de emprego. Da feira da Praça 14 Bis, mais precisamente, cerca de 20 famílias tiram o sustento diretamente da iniciativa. “Nosso objetivo agora é replicar as feiras após o sucesso da que fazemos na Praça 14 Bis. Ganharmos mais amplitude unindo o pessoal da economia criativa”, explica Louzada, lembrando que a feira no distrito de Vicente de Carvalho tem foco na segurança alimentar.

Santos
Com cada vez mais edições (cinco eventos ao mês atualmente) a Feirinha de Orgânicos, nome como ficou conhecida em Santos, foi uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) do município. Começou tímida no Jardim Botânico em 2011. Hoje é um sucesso e o consumo de alimentos orgânicos só aumenta, segundo o agrônomo da Semam Paulo Marco de Campos Gonçalves, organizador das feiras.

Ele afirma que o grupo central tem hoje 15 feirantes, quatro deles produtores, que vendem frutas, doces, hortaliças e verduras do cultivo orgânico. “Mas em torno das feirinhas, orbita uma série de iniciativas paralelas e de geração de renda. Hoje, elas (feiras) se tornaram um espaço sócio-cultural”, diz.

Tanto sucesso fez com que cidades vizinhas se interessem pela feira de orgânicos e a sua dinâmica. São constantes as consultas de outras prefeituras, segundo Gonçalves, interessadas em realizar eventos do gênero, que possam agregar pequenos empreendedores em busca de público.

Texto: Flávio Leal, repórter do Observatório na Baixada Santista
Fotos: Prefeituras do Guarujá e Cubatão
Edição: Bianca Pyl, equipe de Comunicação do Observatório

Uma resposta a Feiras de economia solidária crescem na Baixada Santista

  1. José Marciano Freitas disse:

    Prezado Sr, Boa Tarde

    Gostei muito dessa feirinha e gostaria de participar comercializando produtos.
    Como devo fazer, com quem devo conversar?
    Qual o endereço?
    Obrigado.

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